MAPA ASTRAL

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

167 MAPA ASTRAL KURT COBAIN

A tendência ao suicídio no mapa de Cobain é acentuada.
Nem o Grande Trígono envolvendo os três signos de água (câncer, escorpião e peixes) que lhe conferiu grande sensibilidade e criatividade artísticas e musicais, bem como, reconhecimento, muito dinheiro e potencial mítico; ou mesmo uma Roda da Fortuna na quinta casa, típica de quem prospera, não foram páreo para o stellium envolvendo a conjunção Urano-Plutão e seu Ascendente.
Como Urano está na primeira casa, ele reconhecia a si mesmo como um Uraniano... rebelde, inflamado, elétrico, detonador, libertário, eternamente jovem. Como Plutão está na 12ª casa, ele não via em si, mas carregava poderosamente, seu lado mais obscuro e sombrio, capaz de chegar ao inferno que há depois do fundo do poço e sair de lá com uma nova canção...
Mas o risco de possessão é alto. De radialismo também. Quando dá certo te chamam de "visceral", quando dá errado, ops!, você se suicida... Bem no Ascendente, antena mais sensível de um mapa, ponto que determina nossa identidade básica: sem dúvida, o suicídio lhe conferiu um caráter de mito, mesmo que trágico, pois como em todo mito, tragédia é algo intrínseco.
Mas o estranho é que esse Stellium sofre a pressão de uma oposição que envolve seu Descendente, ponto astrológico que representa a parceira e os parceiros, e Vênus e Saturno: Vênus (regente da casa 8 - a casa da morte na Astrologia) também era uma dominação inconsciente sobre o músico. Saturno lhe forjou um compromisso que talvez não fôsse seu.
Mesmo marcante e mítica, sua morte também revelou a frágil porém humana condição espiritual em que se encontrava: contradição interna, pulsões poderosas, pressões de outros, um saco de retalhos energéticos-emocionais, desorientação, guiança errada, desperdício de talento...
Mas nada é perdido para a Alma.
Mesmo suicida, a Alma se reencontra e prossegue seu caminho de autotransformação e reconhecimento de sua divindade inerente. Afirmando (ao cometer) a negação (o suicídio), a Alma afirma seu compromisso de auto-aprimoramente e depura em si, como no harakiri de Hayashi, um potencial de violência que poderia ser dirigido a uma outra pessoa, o que criaria uma condição cármica desfavorável ainda maior.
Em próximas vidas, teremos um Cobain melhorado e se formos contemporâneos, teremos a sorte de curtir seu som ainda mais tempo.

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