MAPA ASTRAL

quarta-feira, 25 de julho de 2007

21 AMOR, TRANSFORMAÇÃO E CURA

Existe uma máxima muito conhecida no mundo do futebol, que poderíamos perfeitamente aplicá-la à vida: "o futebol é uma caixinha de surpresas". O futebol e a vida. Para os dadaístas, a vida é um palco de contradições e dos contrários. Yang e Yin, dia e noite, quente e frio... são dicotomias que, em interação, acabam por produzir essa "coisa" dinâmica, ao mesmo tempo complexa e simples, que é a vida. Quando um caminho se abre a nossa frente, não devemos perder a chance de trilhá-lo. Todavia, nunca temos totalmente a certeza de que chegaremos no objetivo que, a priori, pensávamos que poderíamos chegar. Os caminhos, mesmo que abertos, apresentam suas pedras, desvios e curvas. Na verdade, as pedras, os desvios e as curvas testam, não só nossa adaptabilidade, como também nossa perseverança. Na Filosofia Chinesa, a perseverança aliada à modéstia é a base de todo equilíbrio e sucesso. Quando me tornei terapeuta, há cerca de 13 anos atrás, logo percebi que não poderia trabalhar no sentido de favorecer o equilíbrio e a cura das pessoas e deixar de trabalhar minhas próprias mazelas e questões. Tornar- se terapeuta significa não poder mais "empurrar as próprias questões com a barriga", significa que o terapeuta iniciante, tal como um neófito, ingressou num caminho de autoconhecimento. Um caminho com surpresas, pedras, desvios e curvas. "E aquele que nunca pecou que atire a primeira pedra". Após alguns anos de prática intensa, apaixonada e rigorosa, cheguei a algumas conclusões sobre as mazelas humanas. O que vou dizer agora não representa nenhuma novidade, afinal de contas, mesmo com a proliferação de tantos trabalhos e técnicas terapêuticas nesta Nova Era, "não há nada de novo no front". Nada que Buda, Jesus, Lao Tsé, Krishna e, mais recentemente, Paracelso, Hahnemman, Edward Bach, Reich, entre outros, já não tenham apontado. Todavia, mesmo correndo o risco da redundância, vale a pena reafirmar o que estes Mestres nos ensinaram: a questão humana básica é equilibrar as demandas da espiritualidade e as demandas da sexualidade através do Amor. Não é à toa que os 7 chakras principais podem ser divididos em chakras da sexualidade - ou do Eu Inferior - (Básico, Umbilical, Plexo Solar), e os chakras da espiritualidade - ou do Eu Superior - (Laríngeo, Frontal, Coronário). Como elo de ligação entre o superior e o inferior temos o chakra Cardíaco: o coração é o caminho do meio, o ponto de equilíbrio. É através do desenvolvimento do Amor que equilibramos não só nossos relacionamentos com outras pessoas, mas nossa própria vida de forma holística. Mas, como desenvolver o Amor em nós? Como abrir o chakra Cardíaco de modo que ele emane essa energia Amorosa, intrinsecamente curadora e atraia a nós as pessoas e oportunidades que realmente nos satisfaçam? Uma das tarefas mais importantes em uma vida, em uma encarnação é a cura de relacionamentos. Quem está familiarizado com uma filosofia espiritualista ou esotérica sabe que nenhum encontro é casual. O acaso não existe, mas sim as sincronicidades. Nossos pais, irmãos, parceiros, amigos, etc. fazem parte de uma trama cujo objetivo é o desenvolvimento do Amor. Nesse sentido é que o Perdão torna-se fundamental, pois é essa energia chamada Perdão que faz com que o Amor triunfe mesmo nas relações marcadas por profundas dores. É importante perceber que cada indivíduo é um sujeito em processo de autoconstrução. Nesse processo, o indivíduo é inteiramente responsável por suas escolhas e vivências. Fracasso e sucesso é uma dicotomia com que nos deparamos para atingirmos maior consciência de nossas forças e fraquezas. Um terapeuta pode atuar como facilitador desse processo, jamais como Agente da Transformação do indivíduo. Essa tarefa é pessoal e intransferível. Se fizermos uma genealogia do Amor em nossa trajetória de vida, logo perceberemos uma série de padrões de atitudes, padrões mentais e emocionais, que, amiúde, são um entrave ao desenvolvimento pleno da energia Amor e à busca de satisfação interior e relações nutridoras e equilibradas. Meu processo como terapeuta me fez perceber que a identificação desses padrões é o primeiro passo para estabelecermos com clareza o referencial de Amor e relacionamento que mais se adequa as nossas íntimas necessidades. Outro ponto fundamental é perceber o Amor enquanto energia. O ser humano apresenta uma corporalidade subjacente ao organismo biológico: uma verdadeira estrutura energética compõe nosso ser. Essa estrutura é a base de ação de muitas escolas médicas (p. ex. da Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Ayurvédica, etc.) e é justamente a circulação plena da energia Amor em nossa fisiologia energética, o fundamento para a conquista e manutenção de um estado de saúde e felicidade, criando uma condição vibratória favorável para atrairmos pessoas e situações mais afinadas conosco. Depois de anos de atendimento e pesquisa consegui criar uma proposta terapêutica, fundamentada em práticas como a Astrologia, o Tantra, Taoísmo e Bioenergética, que auxilia as pessoas na conscientização e transformação de seus padrões afetivos, bem como, no uso harmonioso e sistemático dessa energia chamada Amor. Esse trabalho inclui um Ritual de Amor para resgatar a força mágica que impulsiona a capacidade de Amar e ser Amado de cada um de nós. Posto que, como terapeuta e antropólogo, sei que os ritos de passagem transformam mais do que anos de terapia. As surpresas, as pedras, os desvios e as curvas continuam na jornada, mas uma disposição interna de tranqüilidade e firmeza altera todos os resultados. O mundo importante a ser mudado não está fora, mas dentro de nós. Amor e Sorte a todos. Publicado no Jornal Ganesha, Ago/2001

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