MAPA ASTRAL

terça-feira, 31 de julho de 2007

34 CALENDÁRIO MAIA

Exímios astrônomos que eram, os Maias tinham sua própria maneira de contar o tempo. O tempo, aliás, era a grande referência da vida e eles se dedicaram a conhecê-lo a fundo.
Mais que um calendário, os Maias possuiam um sistema de calendários circular cujo ciclo completo era de 52 anos solares e que sincronizava dois outros a saber: o calendário Tzol'kin de 260 dias e o calendário Haab de 365 dias e 1/5. O Calendário Maia prevê o final do ciclo atual no ano de 2012, quando tudo se extinguirá para o início de uma nova era.

Conceito de tempo e sua importância A grande importância dada pelos maias à medição do tempo decorre da concepção que tinham de que tempo e espaço, em verdade, tratam-se de uma só coisa e que flui não linearmente, como na convenção européia ocidental, mas circularmente, isto é, em ciclos repetitivos. O conceito chama-se Najt e é representado graficamente por uma espiral. Os maias acreditavam que, conhecendo o passado e transportando as ocorrências para idêntico dia do ciclo futuro, os acontecimentos basicamente se repetiriam, podendo-se assim, prever o futuro e exercer poder sobre ele. Por esta razão, a adivinhação era a mais importante função da religião dos maias. Tanto é assim, que a palavra maia usada para designar seus sacerdotes, tem origem na expressão guardião dos dias. O calendário maia com ciclo equivalente a um ano solar era chamado Haab, e tinha ordinariamente 18 meses de 20 dias (mais cinco dias sem nome), seu uso era mais afeto às atividades agrícolas, notadamente na prescrição das datas de plantio, colheita, tratos culturais e previsão dos fenômenos meteorológicos. Era o calendário das coisas e das plantas. Já o calendário Tzol'kin que possuía treze meses de vinte dias, com ciclo completo de 260 dias, era usado para as funções religiosas em função do qual se marcavam as cerimonias religiosas, se fazia a adivinhação das pessoas e se encontravam as datas propícias para seus atos civis. Assim que nascia uma criança, os maias as apresentavam aos sacerdotes que, em função do dia do nascimento, adivinhavam a futura personalidade da criança, seus traços marcantes, suas propensões, habilidades e dificuldades, analogamente ao horóscopo mesopotâmico.
Origem Estudiosos defendem que a observação da repetição cíclica das estações do ano e seus eventos climáticos, dos ciclos vegetativos e reprodutivos das plantas e dos animais, sincronizada à repetição do curso dos astros na abóbada celeste, é que acabou inspirando os Maias à criação de seus calendários. É pois reconhecido que muito da matemática e astronomia dos maias se desenvolveu sob a necessidade de sistematizar o calendários com os principais eventos no qual o desenvolvimento da escrita tinha o papel preponderante de registrar tanto as datas como os eventos. O mês de vinte dias é um tanto mais natural e adequado na cultura maia, já que a sua matemática usava a numeração na base vinte, que corresponde à soma dos dedos humanos das mãos e dos pés. Não é por outra razão que a cada katum (período de 20 anos), data auspiciosa como nossa década, os maias erigiam uma estela, monumento lítico belissimamente decorado, no qual registravam as datas e principais eventos, que poderiam ser interpretados no futuro. Como qualquer outra civilização antiga, os maias sacralizavam os conhecimentos de astronomia, matemática e escrita, sendo estas de função dos sacerdotes e letrados cujos registros se cristalizaram no sistema de calendários, desde muito cedo aperfeiçoados. Se a duração ciclo completo do haab (365 dias + 1/5) era demarcada ao compasso do ano solar, a duração do ciclo completo do Tzol'kin (260 dias) corresponde a duração de um ciclo biológico humano desde a concepção até o nascimento. Por isto, o haab regia a agricultura e as coisas, e por isto mesmo o tzol'kin regia a vida das pessoas, a partir de seu aniversário, fornecendo-lhes preceitos e presságios.
Calendário Tzol'kin Alguns acreditam que os maias identificaram o aspecto energético e espiritual do tempo de cada dia e codificaram isso em seus calendários. O que temos, com efeito, é que, a par do arranjo dos ciclos, os maias tentaram consolidar os principais eventos de tais dias. Há quem diga que os maias definiam o tempo como uma energia real ou força que existe em todo o universo, cuja freqüência seria 13:20 Treze referir-se-ia às 13 lunações anuais (13 x 28 = 364) onde o mês lunar tem 28 dias, que, coincidentemente multiplicado por 20 (base) resulta em 260 dias, período algo próximo ao ciclo ovariano da reprodução humana.

33 AMMA ABRAÇA O RIO

AMMA já está provocando comoção em seu primeiro evento de sua estada na nossa cidade do Rio de Janeiro. Vários clientes que foram felicitados por seu magnífico abraço amoroso forma unânimes em considerá-la "altamente mística e curadora". Seja bem-vinda sempre, querida AMMA. Que sua benéfica influência persevere em nossos corações e que a força de sua energia nos ajude a melhorar a nossa qualidade vibracional e, assim possamos, criar uma sociedade mais equilibrada e espiritualmente consciente. Namastê.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

32 AMMA NO RIO - PROGRAMA

A programação é inteiramente grátis.
Local: Hotel Intercontinental, em São Conrado
Av. Prefeito Mendes de Morais, 222
Rio de Janeiro
RJ - 2261-095
Data e hora: Dias 31/07, 01/08 e 02/08
Programas da manhã:
às 10h00.
Inclui curta sessão de meditação.
Amma comecará a receber e abraçar as pessoas depois da meditação.
Programas da noite:
às 19h30.
Inclui palestra, cânticos e meditação. Amma comecará a receber e abraçar as pessoas depois da meditação.
Programa especial dia 2/8: às 19h00.
Cerimônia para a paz mundial
distribuição de água abençoada, palestra, cânticos e meditação.
Amma comecará a receber e abraçar as pessoas depois da Cerimônia.
Observações:
Os visitantes receberão senhas com um número de acordo com a ordem de chegada para receber o abraço. O tempo de espera dependerá do número de pessoas presentes. Refeições e lanches serão servidos no local dos programas por um preço mínimo de custo.

31 AMMA NO RIO

QUEM É AMMA?
Mata Amritanandamayi Devi (Mãe da Eterna Felicidade, em sânscrito) ou apenas Amma (Mãe), como é carinhosamente chamada, veio ao mundo em 1953, no Estado de Kerala, sul da Índia. Quando nasceu, não chorou. Ao contrário, estampou um sorriso radiante. Começou a falar com apenas seis meses e, aos dois anos, já fazia orações e cantava em louvor a Krishna (uma das divindades mais importantes do panteão hindu). Filha de uma família de pescadores, aos dez anos largou os estudos para cuidar da casa e dos sete irmãos. Sua natureza espiritual inata chamava a atenção de todos. Frequentemente era encontrada em profunda meditação e repetindo o nome de Deus. Nesta época, começou a manifestar uma profunda necessidade de servir ao próximo, cuidando dos mais carentes em sua aldeia, mesmo pertencendo a uma família pobre. Na adolescência, seu amor por Deus e por toda a Criação atingiu as mais elevadas proporções, resultando numa intensa e transformadora união com o Supremo. Aos 20 anos, foi reconhecida como mahatma (grande alma) e, desde então, dedica sua vida a uma missão: servir à humanidade e despertar em seus seguidores o sentimento de amor e compaixão, pilares da verdadeira felicidade. No final dos anos 80, Amma iniciou turnês internacionais para levar sua mensagem ao Ocidente, por meio de encontros públicos. Estas viagens acontecem até hoje e atraem milhares de pessoas por onde passa. Considerada uma santa viva, Amma conquista cada vez mais seguidores em todo o mundo, através de ensinamentos simples e do exemplo de vida desta que é uma das maiores líderes espirituais que o mundo já conheceu. Na tradição milenar indiana, um santo ou um grande ser oferece sua bênção por meio de darshan, palavra em sânscrito que significa “presença divina”. Amma realiza este ritual através de um gesto que se transformou em sua marca: o abraço. Calcula-se que até hoje mais de 26 milhões de pessoas já foram abraçados por ela em todo o mundo. Com este verdadeiro exemplo de amor incondicional, Amma conforta a alma e alivia o sofrimento de todos que a procuram, independente de religião, raça, sexo ou posição social. As longas sessões de darshan costumam surpreender até os seguidores mais antigos. Amma muitas vezes chega a passar 20 horas ininterruptas abraçando milhares de pessoas que buscam seu darshan, sem demonstrar nenhum sinal de cansaço. “Quando existe amor, não existe esforço”, diz Amma.
Ao se observar o que ela faz, fica claro que não existe qualquer traço do que chamamos "vida pessoal". Dormindo apenas duas horas por dia, ela se torna uma incansável servente de todos, dedicando-se a remover o sofrimento humano. Sua forma de fazê-lo toma duas categorias: 1) Seus encontros públicos (Darshan - que toma forma de abraços). 2) E obras de caridade, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida de qualquer um, numa escala mais abrangente. Darshan Darshan é uma palavra em Sânscrito que significa encontro ou visão de Deus ou de pessoa santa. Na tradição Indiana, darshan consiste apenas em "assistir" ou "ver", significando a benção de uma pessoa santa. Numa mudança radical de costume, o darshan da Amma é único na história, recebendo e abraçando afetuosamente milhares de pessoas de uma vez. Ela é um exemplo de humildade e amor incondicional, que conforta e alivia o sofrimento das pessoas e responde suas questões sobre a vida, saúde e espiritualidade. Seu amor divino transforma vidas. Ela se põe à disposição de todos que queiram receber seu abraço. Nunca é cobrado nada e ninguém fica sem receber seu abraço. Hora após hora, dia após dia, ano após ano, ela recebe todos da mesma forma amorosa, independente da religião ou crença, raça ou posição social de cada um. Mesmo quando jovem, as perigrinações vinham de toda Índia para vê-la. Sua popularidade tem aumentado constantemente; acredita-se que ela abraçou cerca de 18.000 pessoas de uma vez, levando mais de 20 horas. Ela passa quase metade do ano na Índia (Amritapuri é o lugar onde nasceu e também onde foi fundada a Missão, que fica às margens do Oceano Índico). Do contrário, pode-se encontrá-la por toda a Índia, ou ao redor do mundo, onde tem sido convidada cada vez mais para distribuir o seu Darshan. Timothy Convay, PhD, autor do livro "Women of Power and Grace" e especialista em personalidads santas, descreveu a Amma como "Uma das mais gloriosas luzes que apareceu na história da religião. Sua disposição em abraçar milhares de pessoas, uma por uma, dia após dia, sem pausa, por todo mundo é uma dádiva divina - somente o recurso humano não pode atingir isto."
A outra forma com que Amma serve à humanidade é através do desenvolvimento de instituições de caridade sem fins lucrativos, administradas pela Missão Mata Amritanandamayi Trust. Ensinando através do exemplo de sua própria vida, Amma mescla a consciência espiritual com a prática do serviço social. "Compaixão pelo necessitado é um dever a Deus," ela diz, encorajando aspirantes espirituais a se envolver com trabalhos abnegados, "se você faz práticas espirituais sem agir abnegadamente, será como construir uma casa sem portas."
De acordo com isto, ela começou uma exaustiva lista de instituições em duas categorias:
1) Direta assistência ao carente;
2) Instalacões educacionais destinadas a ajudar os desprivilegiados. Este segundo inclui escolas primárias, secundárias, vocacionais, técnicas e superior, que vão dos mais básicos ensinos para grupos tribais até o mais avançado certificado técnico e superior. Já a assistência direta inclui um programa de construção de 25.000 casas para famílias desamparadas, e este projeto acaba de ser extendido às vítimas do terrível terremoto de 2001, em Gurajat, onde 3 das 20 cidades – que foram totalmente destruídas – foram "adotadas" pela Missão. Existem também abrigos para mulheres abandonadas, pensão para viúvas, orfanatos, clínicas e hospitais, somente para citar alguns. O mais ambicioso dos projetos é o "Instituto de Ciências Médicas Amrita" (AIMS), com mais de 1000 leitos e que oferece os mais modernos tratamentos, incluindo cirurgia de coração, neurologia e transplante de órgãos - todos gratuitamente. "O mundo hoje precisa de uma prova sólida de que nossos valores humanos são úteis." Disse o Primeiro Ministro da Índia Attal Vajpayee, na inauguração do AIMS. "O trabalho da Amma no campo da espiritualidade, como também no serviço social, nos dá a garantia que tantos precisamos."
Nascida em 1953, como filha de pescadores, Amma tem observado a chamada interior de ajudar o próximo desde sua infância. Na idade de 10 anos, sua educação escolar chegou ao fim quando ela ficou responsável por todas as tarefas domésticas, que incluia o cuidado dos irmãos e irmãs e também das vacas da família. Em soma ao seu árduo trabalho, ela ajudava os idosos, necessitados e doentes de seu vilarejo. Estas tarefas eram feitas sem reclamação, muitas vezes completamente absorta na reverência por Deus. Muitos dos aldeões a viam como uma menina maluca devido ao fato dela cantar músicas de adoração enquanto trabalhava, o que a fazia mergulhar em profundos estados de bem-aventurança. Como uma jovem sábia, ela nunca recebeu instrução formal de um Mestre Espiritual. Nunca sequer leu livros ou estudou filosofia. Mesmo assim, sua inigualável santidade e profunda sabedoria parece ter sido acesa pelas suas práticas de devoção e lembrança de Deus. "Desde de infância eu tinha um profundo e intenso amor pelos Nomes Sagrados. Eu repetia o Nome do Senhor incessantemente com cada respiração; e uma constante corrente de pensamentos divinos era deixada em minha mente." Entendendo o sofrimento e a necessidade Mesmo sendo de família pobre, sua compaixão para os que eram ainda mais necessitados plantou uma semente, que com o tempo tornou-se sua Missão Espiritual. Por exemplo: ela tirava porções de comida do já escaço estoque de sua casa e discretamente distribuia para famílias famintas. Diz-se que uma vez, ela pegou a única jóia de sua mãe e deu para uma família que estava passando fome há algum tempo. Quando foi descoberta, seu pai a amarrou numa árvore e a chicoteou até sangrar. Sobre estes dias, Amma diz que por ter visto tanta miséria e sofrimento em sua volta, ela se aprofundou em entender a natureza destas condições. Logicamente, sabe-se que todo problema tem solução, porém ela percebeu que o sofrimento humano está profundamente enraizado na falta de amor. Numa idade bem jovem, já estava determinada a tornar-se parte da solução, oferecento a sua vida, completamente, como expressão do Divino Amor.
Já na adolescência, sua reputação trouxe oposição. Ela começou a atrair enormes quantidades de pessoas, que queriam testemunhar seu estado divino de identificação com Deus e receber seu abraço-darshan. Como faz até hoje, Amma consola seus visitantes, embalando-os em seus braços, ouvindo seus problemas (espirituais ou não), gentilmente acariciando suas costas e muitas vezes sussurrando palavras de conforto em seus ouvidos. Apesar da grande admiração que recebia naquela época, ela teve que confrontar uma sociedade tradicionalista, incluindo os membros de sua própria família, que condenaram radicalmente a sua atitude de abraçar qualquer um incondicionalmente - principalmente por ser uma jovem mulher. As pessoas jogavam pedras nela, tentaram envenená-la, até mesmo esfaquiá-la até a morte, mas ela nunca se desviou de seu propósito. Com o passar do tempo, seus oponentes tornaram-se seus seguidores. Seus próprios pais e familiares a vêem cada vez menos como parte da famíla e cada vez mais como uma Grande Mestra Espiritual.
No final da decada de 70, alguns buscadores sinceros, vindos de toda parte da Índia e também do Ocidente, descobriram-na em seus caminhos. Na humilde propriedade dos pais dela, um pequeno heremitério começou a surgir, constituindo-se de um pequeno templo e uma choça, que servia de abrigo. Hoje, o Ashram mantém mais de 1000 residentes-renunciantes (antes de se tornarem monges). Amma diz que a maior benção que um aspirante espiritual pode ter é a glória da divindade interior. "O homem que despertou, resolve todos os seus problemas por ele mesmo e se torna uma benção para a sociedade."
Ao ser convidada pelos ocidentais, Amma viajou primeiramente aos EUA e Europa em 1987. Naquela época, como ela era conhecida apenas por um grupo pequeno de espiritualistas, seus darshans enchiam apenas uma sala-de-estar de cada vez, atraindo apenas uma centena de pessoas. No entanto, como resultado da palavra levada de boca-em-boca, o número de pessoas foi aumentando a cada ano, reunindo milhares de pessoas em cada cidade. Num típico programa, Amma irá dar palestra (satsang), depois conduzirá cânticos devocionais (bhajans) com um talentoso grupo de monges (swamis). Ao concluir as músicas, seguidas de orações, ela irá sentar-se hora após hora e receber as pessoas até as primeiras horas da manhã do dia seguinte para dar o seu darshan. Todos aqueles que querem receber seu darshan, recebem um número de acordo com a ordem de chegada. Durante o curso da noite um placar avisa a centena que pode entrar na fila para receber sua benção, deixando que o restante das pessoas fiquem livres para circular na livraria, comer algo, meditar ou apenas assistir o darshan. Durante a noite, enquanto o númeno de darshans aumenta, torna-se inspirador e emocionante ver como a energia da Amma se mantém - não demonstrando nenhum sinal de cansaço. Amma nunca deixa o local sem que a última pessoa receba seu abraço-darshan. No meio tempo, ela mantém um radiante sorriso, abraçando amorosamente uma pessoa atrás da outra. Com cada abraço e sorriso, uma faísca de sua energia divina é obviamente passada a diante.
E assim, a pergunta original permanece: "Quem é Amma?"

30 TRIÂNGULO SAGRADO

Fechei meu corpo
com o Triângulo Sagrado
Tatuado em meu Plexo
Tetragrammaton
reune os 72 anjos
nomes de Deus
Eu sou
Aquele
que É

domingo, 29 de julho de 2007

29 GAYATHRI

Deusa
Originalmente a personificação do mantra, a deusa Gayatri é considerada veda mata, a mãe de todos os Vedas e a cônjugue do deus Brahma, e também a personificação do onipenetrante Parabrahman, a realidade imutável que está por trás de todos os fenômenos.
Gayatri é geralmente retratada sentada num lótus vermelho, significando riqueza. Ela aparece em qualquer uma dessas formas:
Como tendo cinco cabeças, com dez olhos olhando nas oito direções e o céu e a terra, e dez braços segurando todas as armas de Vishnu, simbolizando todas as suas reencarnações.
Acompanhada por um cisne, segurando um livro em uma mão, e uma cura na outra, como a deusa da Educação.
Mantra
O Gayatri Mantra é o mais venerado mantra no Hinduismo. Consiste no prefixo Om bhūr bhuvah svah , uma fórmula tirada do Yajurveda, e o verso 3.62.10 do Rig Veda (que é um exemplo da métrica Gayatri). Porque todos os outros três Vedas contêm muito material reorganizado do Rig Veda, o Gayatri mantra é encontrado em todos os quatro Vedas. O deva invocado neste mantra é Savitar , e conseqüentemente o mantra também é chamado de Sāvitrī.
Amplamente aclamado na Índia e por hindus, a posição suprema do Gāyatrī Mantra é mais adiante aumentada pela proclamação do Senhor Krishna no seu discurso espiritual, o Bhagavad Gita, que entre os mantras ele é o Gāyatrī. O Gayatri Mantra é proclamado no Gita como a Oração Universal, sem consideração de casta, credo ou sexo. É uma oração com o propósito de proteger qualquer indivíduo, e, quando expressado com imensa devoção e concentração, vai proteger a pessoa.
Om bhūr bhuvah svah tát savitúr váreniyam bhárgo devásya dhīmahi dhíyo yó nah prachodáyāt
TRADUÇÃO
Traduzida do inglês, baseada na tradução de Ralph T.H. Griffith (1896):
"Que nós possamos atingir aquela excelente glória de Savitr o Deus:" "Para que, assim, ele possa estimular as nossas orações."
Outras traduções, circunluções e interpretações:
"O Sol Supremo e Todo-Poderoso nos impulsiona com o seu divino brilho para que então nós possamos atingir uma nobre compreensão da realidade."
"Ó Deus, Tu és o doador da vida, o removedor da dor e da tristeza, que garante a felicidade; Ó Criador do Universo, possamos nós receber a Tua suprema luz, destruidora dos pecados; possa Tu guiar o nosso intelecto no caminho certo."
"Desvele, Ó Tu que deste mantimento ao Universo, de quem tudo procede, a quem tudo deve retornar, aquela face do Verdadeiro Sol agora oculto por um vaso de luz dourada, que nós possamos ver a verdade e fazer o nosso dever inteiro na nossa jornada ao teu assento sagrado."
"Ó matéria-energia-mente (universo triplo); Nesta digna fonte de luz espiritual divina, medita: assim, ilumina o nosso intelecto."
Times Music "Ó, Criador do universo! Meditamos sobre Teu supremo esplendor. Possa Teu radiante poder iluminar o nosso intelecto, destruir os nossos pecados, e nos guiar no caminho certo."

28 VINTE PASSOS PARA FICAR ALÉM DA MENTE

Rebirthing - Ma Prem Unmani & Sw. Bodhi Nishkam

27 EU SOU ASTRÓLOGO!

(...)
Eu sou astrólogo
Eu sou astrólogo
vocês precisam acreditar em mim
Eu sou astrólogo
Eu sou astrólogo
e conheço a História do princípio ao fim
(Raulzito Seixas in Al Capone)

26 MAPA ASTRAL

O mapa astral é um dos mais antigos instrumentos de autoconhecimento utilizado pelo Homem. A História da Astrologia confunde-se com a própria História da Humanidade. A relação entre o Homem e os Astros é o referencial fundamental na construção de visões de mundo que sustentam todas as culturas e sociedades do planeta. As noções de Deus - o conceito mais abrangente trabalhado pela consciência humana -, de finalidade da existência, de desenvolvimento espiritual, entre outras, estão intrinsecamente associados a esta relação Homem-Astros. Os místicos e os esotéricos (os Magos) consideram a relação Homem-Astros como a expressão de leis universais que dão conta do processo de manifestação e desenvolvimento da vida, do SER. Como falou Edgar Cayce, célebre médium norte-americano, em uma de suas leituras de vida:
"somos um deus a construir".
O simbolismo astrológico retrata a influência dos MITOS no psiquismo humano: o modo de ser, reagir, pensar, sentir, amar, relacionar, querer, afirmar, se comportar, agir, a personalidade, o temperamento, enfim, em toda uma complexidade daquilo a que denominamos Homem. Portanto, a Astrologia guarda, com a Psicologia Moderna, notadamente a psicologia de Carl G. Jung - muito mais do que a Astronomia, disciplina científica também originária da relação Homem-Astros - uma forte ligação. O Homem astrológico é o Homem que encarna MITOS. A expressão desses mitos são os doze signos zodiacais. Os signos representam padrões energéticos ou mitológicos específicos, são o macrocosmos que refletem no microcosmos - o Homem - seus talentos, suas tramas, seus dramas, suas vibrações. As configurações planetárias específicas do céu natal de um indivíduo representam a ativação, a afinação particular desse indivíduo. Podemos dizer, enfim, que o mapa astral é a foto do céu de nascimento e retrata o grande Mito de uma pessoa, o Mito que forma sua biografia. Ao sábio, que conhece as leis do Cosmos e de seu Grande Arquiteto, os astros revelam seus limites. Ao mediano, seu vaticínio.
“Conheça-te a ti mesmo” provérbio grego

25 "DEUS ME LIVRE DE SER NORMAL"

ENTREVISTA COM O PROFESSOR E MESTRE DE YOGATERAPIA HERMÓGENES, PUBLICADA EM 2005 NO JORNAL MERCÚRIO - RIO DE JANEIRO
por Simone Kabarite
É redundante, mas inevitável falar da impressionante forma que o professor Hermógenes tem aos 82 anos de idade. Pioneiro da Yoga no Brasil, quando começou a praticar e a ensinar há mais de 42 anos, ele é um misto de suavidade e firmeza que confirma a sua opção por uma filosofia de vida alternativa. José Hermógenes de Andrade Filho, foi o primeiro autor de uma obra sobre o tema no país e hoje acumula mais de 30 livros publicados, alguns editados no exterior, além da tradução de seis volumes de cunho filosófico e espiritualista. Doutor em yogaterapia, título concedido pelo World Development Parliament, da Índia, é o criador do treinamento anti-estresse. Ao longo desses anos de experiência, professor Hermógenes identificou doenças universais dos nossos tempos, como a normose, que ele fala na entrevista que segue abaixo, além de outros ensinamentos, que fazem dele uma referência na medicina holística do país.O senhor conheceu a Yoga quando teve tuberculose, como foi que aconteceu?Descobri a Yoga a partir de uma situação de sofrimento. Eu estava na faixa de 35 anos e me sentia envelhecido. Foi então que, mesmo com os médicos recomendando repouso, comecei a ler o livro do indiano Selvajaram Yesudiam e a praticar a Yoga. O resultado foi tão impressionante que nunca mais parei. É um sistema incessante, amplo. Eu posso dizer que encontrei na Yoga as fontes vitais para a saúde. Saúde para mim não se refere apenas ao corpo físico, mas às energias, às emoções, os pensamentos e convicções. Uma visão holística, onde o homem é muito mais vasto do que a ciência suspeita. Quais são os princípios da Yogaterapia ?
Os movimentos da Hatha-Yoga não são somente corporais, mas sim energéticos, voluntários, conscientes. Além da nutrição, para uma vida feliz são importantíssimos a oração, a meditação, as leituras espirituais, o perdão, a companhia de pessoas sadias, puras, o cântico, caminhar, fazer o bem... São os remédios que a medicina desconhece, que não intoxicam, não custam dinheiro e nem dependência. Hoje o que estou divulgando é menos Yoga e mais um estilo de vida inteligente e simples, em substituição aos produtos farmacêuticos. E ainda têm um poder preventivo surpreendente.
É possível uma pessoa começar a praticar sozinha, assim como o Senhor fez?
Sim, no meu livro Autoperfeição com Hatha-Yoga, que já está na 44ª edição, está a base para quem quer começar. Há um caso muito impressionante do Luiz Fernando Gusson, que eu até descrevo no meu livro Yoga para Nervosos. Ele cumpre pena no Rio Grande do Norte por seqüestro e morte. Até que chegou às suas mãos uma cópia desse meu livro, que pertencia à Universidade Federal. Ele fala que a prisão serviu como uma libertação por tê-lo levado a conhecer a Yoga. Hoje ele está com a mente livre ensinando Yoga, seguindo o método, para outros companheiros que também aderiram, através de um programa do estado. Além desse, conto casos de cura das mais diversas doenças com a prática da Yoga.
O senhor acha possível obter um resultado rápido com a Yoga?
Em alguns casos sim, como stress, depressão, hipertensão, insônia e síndrome do pânico. Eu comecei a falar sobre essa doença no meu livro, Yoga para Nervosos, quando a medicina ainda não tinha dado o nome de síndrome do pânico, não sabiam definir. Em um capítulo do livro eu chamo de “A Coisa”. Muitos leitores falaram que não tinham esperança que alguém compreendesse tão bem o que eles sentiam, viviam apavorados. Até mesmo a leitura já ajudou muita gente. O ator Jackson Antunes passou por um momento de depressão e declarou que, quando conheceu o meu livro de poesias, encontrou o caminho da cura e da paz.
Como o senhor vê estas novas modalidades da Yoga?
A base da Yoga já está bem definida há milênios. Procurei nos livros teóricos e não encontrei nenhum apoio. O princípio básico da yoga é AHIMSA, a não-violência. A arma mais poderosa usada por Gandhi para conseguir a independência. Os conceitos da yoga são com AHIMSA, pelo menos é o que dizem as escrituras. Isto eu falo em um de meus livros chamado O que é Yoga?”, esclareço para evitar que comprem “gato por lebre”.
Em suas obras o Senhor fala da egoesclerose, o que significa?
É uma doença universal, é o egoísmo. Em função de si, o individuo sacrifica os outros. Um ego hipertrofiado e rígido. Os bandidos, os administradores corruptos são os casos mais graves de egoesclerose. E há a normose também que é a doença de ser normal. É a pessoa entediada, consumista, superficial, insatisfeita, irritada. É o vazio. Eu criei até um slogan a partir disso: “Deus me livre de ser normal”!!!.

sábado, 28 de julho de 2007

24 SALVE JORGE

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. Glorioso São Jorge, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós.
OGUM IÊ!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

23 TODO DIA É DIA DA MULHER

foto: Vitória da Conquista/BA - 1972
Obrigado ao Útero Universal porção feminina de Deus que gera a vida em todas as suas formas Obrigado à Terra Deusa Gaia nossa Natureza mãe que nos dá a vida Obrigado à Lua Mãe Ancestral que nos ensina a Arte de Curar Obrigado à Mulher parceira alquímica que nos dá o Amor, Paixão e Orgasmo e é receptáculo da vida Obrigado minha Mãe que me concebeu a Luz e a oportunidade de continuar o caminho do autoconhecimento que me revela a divindade Obrigado a todas as mulheres e ao feminino Yin presente em todas as coisas que nos orienta a sermos nutridores, doadores e fortes mas, sem perder a ternura Parabéns pelo dia que a felicidade seja sempre nosso destino (composto em 12/05/2007 - para o dia das Mães) minha mãe leonina eu abençôo diariamente obrigado por tudo sempre meu Amor pelas mulheres eu vivo todos os dias a cada orgasmo que compartilho com minha mulher

quinta-feira, 26 de julho de 2007

22 RECONHECIMENTO DO REIKI

Mensagem postada por Cristina Requião, minha aluna e Terapeuta Holista, na comunidade do orkut "Choku Rei":
"...O Ministério do Trabalho finalmente reconheceu o Reiki como profissão isolada! Ele foi enquadrada dentro das atividades de práticas integrativas e complementares em saúde humana, recebendo o código 8690-9/01 da CONCLA (Comissão Nacional de Classificação), órgão responsável pela classificação de profissões e ligado ao Ministério do Trabalho e ao IBGE. Esta é uma grande conquista para todos os terapeutas em Reiki no Brasil, já que sua profissão começa a ser reconhecida oficialmente (para fins de pagamento de impostos...). No entanto isto não protege a categoria das investidas de outras categorias profissionais (como está sendo o caso dos acupunturistas e médicos...). Para tanto, o próximo passo para um reconhecimento que proteja efetivamente aos profissionais da área deverá incluir uma formação medicina aceita e oficializada pelo Ministério da Educação e protocolos de direitos e DEVERES praticados por toda a categoria. Vale alertar que a partir de agora, o terapeuta floral deverá providenciar seu Alvará de Licença e Funcionamento junto à Secretaria de Fazenda de seu município para garantia de seu pleno exercício profissional.Relação das Terapias Complementares Reconhecidas pelo MT (Seção Atividades e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Humana):AcupunturaAromaterapia - Cromoterapia - Do-InReikiRolfingShiatsu - Terapia Ayurvédica - Terapia Reichiana - Florais. Para maiores informações, acesse: http://www.cnae.ibge.gov.br/ e digite o código 8690-9/01 no campo de busca.
É QUASE UMA CARTA DE ALFORRIA
pois é vida de nego é difícil como quê
sou terapeuta há 13 anos
e vejo que nossa categoria está ganhando corpo
e maior legitimidade
mas tem muito mais pela frente
temos que legalizar o ensino das Terapias Holísticas no Brasil
para darmos o passo maior: Hospitais Holísticos
quem viver verá

quarta-feira, 25 de julho de 2007

21 AMOR, TRANSFORMAÇÃO E CURA

Existe uma máxima muito conhecida no mundo do futebol, que poderíamos perfeitamente aplicá-la à vida: "o futebol é uma caixinha de surpresas". O futebol e a vida. Para os dadaístas, a vida é um palco de contradições e dos contrários. Yang e Yin, dia e noite, quente e frio... são dicotomias que, em interação, acabam por produzir essa "coisa" dinâmica, ao mesmo tempo complexa e simples, que é a vida. Quando um caminho se abre a nossa frente, não devemos perder a chance de trilhá-lo. Todavia, nunca temos totalmente a certeza de que chegaremos no objetivo que, a priori, pensávamos que poderíamos chegar. Os caminhos, mesmo que abertos, apresentam suas pedras, desvios e curvas. Na verdade, as pedras, os desvios e as curvas testam, não só nossa adaptabilidade, como também nossa perseverança. Na Filosofia Chinesa, a perseverança aliada à modéstia é a base de todo equilíbrio e sucesso. Quando me tornei terapeuta, há cerca de 13 anos atrás, logo percebi que não poderia trabalhar no sentido de favorecer o equilíbrio e a cura das pessoas e deixar de trabalhar minhas próprias mazelas e questões. Tornar- se terapeuta significa não poder mais "empurrar as próprias questões com a barriga", significa que o terapeuta iniciante, tal como um neófito, ingressou num caminho de autoconhecimento. Um caminho com surpresas, pedras, desvios e curvas. "E aquele que nunca pecou que atire a primeira pedra". Após alguns anos de prática intensa, apaixonada e rigorosa, cheguei a algumas conclusões sobre as mazelas humanas. O que vou dizer agora não representa nenhuma novidade, afinal de contas, mesmo com a proliferação de tantos trabalhos e técnicas terapêuticas nesta Nova Era, "não há nada de novo no front". Nada que Buda, Jesus, Lao Tsé, Krishna e, mais recentemente, Paracelso, Hahnemman, Edward Bach, Reich, entre outros, já não tenham apontado. Todavia, mesmo correndo o risco da redundância, vale a pena reafirmar o que estes Mestres nos ensinaram: a questão humana básica é equilibrar as demandas da espiritualidade e as demandas da sexualidade através do Amor. Não é à toa que os 7 chakras principais podem ser divididos em chakras da sexualidade - ou do Eu Inferior - (Básico, Umbilical, Plexo Solar), e os chakras da espiritualidade - ou do Eu Superior - (Laríngeo, Frontal, Coronário). Como elo de ligação entre o superior e o inferior temos o chakra Cardíaco: o coração é o caminho do meio, o ponto de equilíbrio. É através do desenvolvimento do Amor que equilibramos não só nossos relacionamentos com outras pessoas, mas nossa própria vida de forma holística. Mas, como desenvolver o Amor em nós? Como abrir o chakra Cardíaco de modo que ele emane essa energia Amorosa, intrinsecamente curadora e atraia a nós as pessoas e oportunidades que realmente nos satisfaçam? Uma das tarefas mais importantes em uma vida, em uma encarnação é a cura de relacionamentos. Quem está familiarizado com uma filosofia espiritualista ou esotérica sabe que nenhum encontro é casual. O acaso não existe, mas sim as sincronicidades. Nossos pais, irmãos, parceiros, amigos, etc. fazem parte de uma trama cujo objetivo é o desenvolvimento do Amor. Nesse sentido é que o Perdão torna-se fundamental, pois é essa energia chamada Perdão que faz com que o Amor triunfe mesmo nas relações marcadas por profundas dores. É importante perceber que cada indivíduo é um sujeito em processo de autoconstrução. Nesse processo, o indivíduo é inteiramente responsável por suas escolhas e vivências. Fracasso e sucesso é uma dicotomia com que nos deparamos para atingirmos maior consciência de nossas forças e fraquezas. Um terapeuta pode atuar como facilitador desse processo, jamais como Agente da Transformação do indivíduo. Essa tarefa é pessoal e intransferível. Se fizermos uma genealogia do Amor em nossa trajetória de vida, logo perceberemos uma série de padrões de atitudes, padrões mentais e emocionais, que, amiúde, são um entrave ao desenvolvimento pleno da energia Amor e à busca de satisfação interior e relações nutridoras e equilibradas. Meu processo como terapeuta me fez perceber que a identificação desses padrões é o primeiro passo para estabelecermos com clareza o referencial de Amor e relacionamento que mais se adequa as nossas íntimas necessidades. Outro ponto fundamental é perceber o Amor enquanto energia. O ser humano apresenta uma corporalidade subjacente ao organismo biológico: uma verdadeira estrutura energética compõe nosso ser. Essa estrutura é a base de ação de muitas escolas médicas (p. ex. da Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Ayurvédica, etc.) e é justamente a circulação plena da energia Amor em nossa fisiologia energética, o fundamento para a conquista e manutenção de um estado de saúde e felicidade, criando uma condição vibratória favorável para atrairmos pessoas e situações mais afinadas conosco. Depois de anos de atendimento e pesquisa consegui criar uma proposta terapêutica, fundamentada em práticas como a Astrologia, o Tantra, Taoísmo e Bioenergética, que auxilia as pessoas na conscientização e transformação de seus padrões afetivos, bem como, no uso harmonioso e sistemático dessa energia chamada Amor. Esse trabalho inclui um Ritual de Amor para resgatar a força mágica que impulsiona a capacidade de Amar e ser Amado de cada um de nós. Posto que, como terapeuta e antropólogo, sei que os ritos de passagem transformam mais do que anos de terapia. As surpresas, as pedras, os desvios e as curvas continuam na jornada, mas uma disposição interna de tranqüilidade e firmeza altera todos os resultados. O mundo importante a ser mudado não está fora, mas dentro de nós. Amor e Sorte a todos. Publicado no Jornal Ganesha, Ago/2001

terça-feira, 24 de julho de 2007

20 PAI NOSSO TRADUZIDO DO ARAMAICO

A ORAÇÃO DO SENHOR (Yeshua)
Oh! Pai-Mãe do Cosmos, origem nossa! Direciona tua luz dentro de nós, tornando-a útil. Cria Teu Reino de Unidade, agora. Que somente a Tua Vontade possa atuar dentro e junto à nossa vontade, em tudo o que é luz e em todas as suas formas. Prove, cada dia, tudo o que necessitamos em pão e entendimento. Desfaz os laços dos erros que nos prendem, assim como nós liberamos as amarras com que aprisionamos os erros dos nossos irmãos. Não permitas que a superfície e a aparência das coisas do mundo possam iludir-nos e libera-nos de tudo o que nos detém. De Ti nasce toda Vontade Reinante, o poder e a força viva da ação, a canção que se renova de idade em idade e a tudo embeleza. Possam a Tua Vontade, Poder e Canção - afirmamos com viva força! - ser o solo fecundo de onde cresçam todas as nossas ações. Amém.
Esta oração transborda a espiritualidade
do Mestre Jesus
Como Terapeuta que trabalha com Reiki,
técnica de cura com as mãos,
conto com sua força sempre
Yeshua aqui, agora e sempre
Namastê

segunda-feira, 23 de julho de 2007

19 BIBLIOGRAFIA HOLÍSTICA

Estaremos, mensalmente neste Blog, indicando livros que se relacionam com os temas apresentados aqui.
Espiritualidade para Céticos – Robert Solomon Ed. Civilização Brasileira, RJ, 2003 – 312 pág. Excelente opção para quem sente falta de um aprofundamento filosófico ou um trato mais intelectual nos textos espiritualistas. No livro, Solomon propõe um modelo de espiritualidade – influenciado por Nietzsche e Sartre – onde o trágico e a felicidade possam conviver na vida humana de forma espontânea e não transcendente. Uma ‘espiritualidade naturalizada’, não conflitiva com a reflexão ou a ciência, não circunscrita ao universo das religiões institucionalizadas, uma “espiritualidade como o amor reflexivo à vida”. Negando-se ao reducionismo da dicotomia Paixão e Espiritualidade, Solomon defende uma ética apaixonada pela vida, que exige envolvimento e compromisso emocional para encarar – e não negar – uma das mais poderosas forças da vida: o Destino. Nesse processo, o individuo vive a transformação de seu Eu mais profundo, aprendendo a confiar na Racionalidade Cósmica, e então, constrói uma nova relação com a vida, vista de forma positiva, como “uma dádiva”. Texto corajoso para um filósofo, posto que este tema para a maioria de seus pares, configura-se como ‘movediço’, instável ou mesmo irrelevante. Vale a pena conferir. Livro de rara qualidade. Astrologia, Karma e Transformação – Stephen Arroyo Ed. Europa-América, Portugal, 1999 – 343 pág. Autor de um ‘clássico’ moderno da literatura astrológica – o livro Astrologia, Psicologia e os Quatro Elementos -, Arroyo parte em busca das dimensões da Astrologia e, fundamentado em sua experiência clínica profissional, revê e reescreve categorias e relações deste saber milenar. Livro que marca o amadurecimento de autor que, indo além das amarras dos conceitos psicológicos tradicionais, investiga as categorias astrológicas. Neste processo, entra em contato com a Astrologia mediúnica de Edgar Cayce, célebre clarividente norte-americano, e define a Astrologia como ‘ciência do Karma’. Empolgante texto que, apesar de não ser um manual, oferece um excelente material de embasamento astrológico.
O Caminho da Autotransformação – Eva Pierrakos Cultrix, SP, 1993 – 286 pág. Um dos livros mais importantes a todos os que são terapeutas, professores, mestre de alguma coisa, a todos os que buscam, enfim a todos! De uma praticidade e honestidade diretas, este livro influenciou toda uma legião de personalidades e profissionais e, considerando a atemporalidade de seu texto, ainda ajudará muitos. No contexto da 2ª guerra, a autora torna-se canal do Guia Espiritual que proferiu as palestras que compõem o livro. A partir daí, desenvolve com seu marido, o psiquiatra John Pierrakos - aluno de Reich e criador com Alexander Lowel do famoso Instituto de Bioenergética -, um processo ‘terapêutico-espiritual’, que chamou de Pathwork, essencialmente, um Caminho, um método psicológico de encontro de nosso Deus Interno pela consciência da dualidade Ego-Espírito. Livro de cabeceira, para ler, meditar e praticar. Vale a indicação de Barbara Ann Brennan, autora de ‘Mãos de Luz’: “O Caminho da Autotransformação (...) me acompanha há 20 anos. É o trabalho espiritual mais profundo e eficiente que já encontrei... É um caminho de verdade, prático, que modificará sua vida.”

domingo, 22 de julho de 2007

18 CRUZ DE EZEQUIEL

"AQUELE QUE SABE NÃO FALA" PARA PROTEÇÃO EM MOMENTOS EXTREMOS

17 HENRI BERGSON - AS DUAS FONTES DA MORAL E DA RELIGIÃO

“(...) Mas não seria preciso muito mais espiritualidade para converter em realidade viva e atuante uma crença no além que parece encontrar-se na maioria dos homens, mas que permanece o mais das vezes verbal, abstrata, ineficaz. Para saber em que medida ela significa, basta considerar como nos arrojamos ao prazer: não ficaríamos nesse ponto se não víssemos nele tanto domínio sobre o nada, um meio de desafiar a morte. Na verdade, se estivéssemos certos, absolutamente certos de sobreviver, não mais poderíamos pensar em outra coisa. Os prazeres continuariam, mas pálidos e descoloridos, porque sua intensidade seria tão-somente a atenção que fixamos neles. Eles empalideceriam como a luz de nossas lâmpadas ao sol da manhã. O prazer seria eclipsado pelo gozo. Gozo seria de fato a simplicidade de vida que uma intuição mística propagasse no mundo; gozo ainda o que acompanhasse automaticamente uma visão do além numa experiência científica ampliada. Na falta de uma reforma moral tão completa, será preciso recorrer a expedientes, submeter-se a uma “regulamentação” cada vez mais dominante, derrubar um por um os obstáculos que nossa natureza ergue contra nossa civilização. Mas, quer optemos pelos grandes meios ou pelos pequenos, uma decisão se impõe. A humanidade geme, meio esmagada sob o peso do progresso que conseguiu. Ela não sabe o suficiente que seu futuro depende dela. Cabe-lhe primeiro ver se quer continuar a viver. Cabe-lhe indagar depois se quer viver apenas, ou fazer um esforço a mais para que se realize, em nosso planeta refratário, a função essencial do universo, que é uma máquina de fazer deuses.” Se vc fôsse Deus Como vc seria? Aja sempre como se fôsse Deus Pq vc é Om mani padme hum

sábado, 21 de julho de 2007

16 ANIVERSÁRIO É INICIAÇÃO

obrigado a todos pelos votos
afinal, não é todo dia que se faz 40 anos
vou deixar aqui como registro de agradecimento
um pouco de luz poética
"lapso de consciência entre ilusões"
Pessoa é meu poeta ocidental predileto
o meu poema preferido chama-se
Iniciação
Não dormes sob os ciprestes,
pois não há sono no mundo..
O corpo é a sombra das vestes
que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte
E a sombra acabou sem ser
Vais na noite só recorte,
Igual a ti sem querer.
Mas na estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa;
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.
Então os Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada:
Tens só teu corpo, que és tu.
Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma externa
Mas vês que são teus iguais
...
A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não 'stás morto, entre ciprestes
....
Neófito, mão há morte.
muita Luz

15 FLORAIS DE BACH

38 Essências e os 7 Grupos 1 SOLIDÃO: 1- Impatiens (Impatiens Glandulifera). São pessoas rápidas de pensamento e ação, querem tudo rápido (“prá ontem'!), sem hesitações e atrasos. Não têm paciência com pessoas mais lentas. Como possuem um ritmo muito acelerado acabam se isolando dos outros. Doentes, ficam ansiosos para se restabelecerem. São extrovertidos, espontâneos, enérgicos. 2- Water Violet (Hottonia Palustris). Preferem estar só. Pessoas silenciosas, independentes, capazes, orgulhosas, que não se misturam com outras pessoas. Não se deixam levar pelos outros. Reservadas, seguem seu próprio caminho; são inteligentes e talentosos. Podem tornar-se vaidosos, altivos, indiferentes. “Síndrome do Ser Superior”. 3- Heather (Calluna Vulgaris). A pessoa é ansiosa, carente, “chata”, exagerada, impressionável, insegura, pegajosa, queixosa, tagarela. Não quer ouvir, pois se considera o centro das atenções... Vivem buscando alguém para discutir seus problemas. 2 MEDO: 4 - Red Chestnut (Aesculus Carnea). Para pessoas superprotetoras, que se preocupam demais com os outros, sem serem possessivas. Sempre receiam pelo pior. Medo pelos outros. 5- Cherry Plum (Prunus Cerasifera). Para aqueles que passam por prolongado sofrimento físico ou mental e se encontram perturbados, confusos, ansiosos, deprimidos. Para o medo de perder o controle, a razão, medo de se fazer coisas horríveis, indesejáveis, embora a pessoa pense nela e se sinta impelida a praticá-las. 6- Aspen (Populus Tremula). Para indivíduos que sofrem de medos vagos, indefinidos, especialmente na hora de dormir. São tomadas por pressentimentos terríveis. Pessoas sensíveis, mediúnicas, muito vulneráveis. 7- Mimulus ( Mimulus Guttatus). Para indivíduos acometidos por medos concretos, identificáveis, do mundo, de doença, pobreza, escuridão, de estar só, por exemplo. Medos secretos, falta de coragem, timidez, dificuldades sociais, inibições sexuais. 8- Rock Rose (Heliantheenm Nummularium). O indivíduo é hipersensível, médium, muito dependente. Remédio do pânico. Bom para casos de emergência, e momentos de desesperança. Acidentes e enfermidades repentinas. 3 INDECISÃO: 9- Gorse (Ulex Europaeus). A pessoa é acomodada, apática, desanimada, desesperada, negativista, insegura, indecisa, resignada, triste. Em casos de grave desespero, quando se perdeu toda a fé; em sofrimentos prolongados. 10- Hornbean (Carpirus Betulus). A pessoa é cansada, debilitada, desgastada, exausta , estafada, indecisa, preguiçosa, sedentária, incapaz de enfrentar a rotina diária da vida. É o remédio da 2º feira de manhã.Bom para cansaço psíquico, “ressaca mental” (TV, computador, drogas, leitura), impotência, quando há dificuldade em manter a ereção.
11- Gentian (Genianella Amarela). Falta de fé e desânimo. Para pessoas que desanimam com facilidade, podem ter grandes projetos, mas se desestimulam quando as perspectivas não são pronta-mente correspondidas. São os “Profetas do Apocalipse”. Para convalescentes, recaídas, dúvidas, indecisão, depressões leves, pessimismo, separações. 12- Scleranthus (Scleranthus Annuus). É para os indecisos “clássicos”. Aqueles que não conseguem se decidir entre uma duas coisas, entre dois caminhos. Existe grande dificuldade em se tomar decisões, dúvidas antes de agir, hesitações... A pessoa é calma, calada, tranqüila, carrega consigo suas dificuldades racionais. 13- Cerato (Ceratostigma Willmottiana). Para os que sofrem de falta de confiança em suas próprias idéias e opiniões e precisam escutar constantemente outras pessoas para tomarem suas decisões. Há falta de confiança em geral, desprezo por sua sabedoria interior. São geralmente pessoas inquietas mentalmente, tagarelas, fofoqueiras.
14- Wild Oat (Bromus Ramosus). A pessoa é ambiciosa, ansiosa, descontente, frustrada, habilidosa, inquieta, obstinada. Vive na ansiedade de descobrir sua vocação, ou escolher um caminho para realização pessoal. Têm muita dificuldade para escolher sua profissão.
4 INFLUÊNCIA EXCESSIVA A OPINIÕES: 15- Centaury (Centaurium Erythraea). Para pessoas hipersensíveis, delicadas, frágeis, ansiosas por servir aos outros, não sabem dizer não e facilmente são usadas. Têm postura de passivo-dependentes, de bodes expiatórios. 16- Agrimony (Agrimonia Eupatoria). Para indivíduos que mascaram seus problemas atrás de bom humor e sorrisos. Pessoas joviais, alegres, que não gostam de discussões e brigas e que escondem seus problemas dos outros. Podem estar sofrendo, mas continuam sorrindo. Aparenta tranqüilidade, mas amiúde sofrem de tortura mental e vícios secretos.
17- Holly (Ilex Aquifolium). A pessoa é amargurada, agressiva, carente, ciumenta, egoísta, explosiva, furiosa, invejosa, irritada, mal-humorada, rebelde, revoltada, vingativa, violenta, ativa e dinâmica. Aparentemente, não existe uma causa real para tais insatisfações. 18- Walnut (Juglans Regia). A pessoa é bondosa, idealista, influenciável, inconstante, insegura, sensível e prestativa. É o floral para “desatar amarras e começar a viver”. Também serve para proteção. Especialmente em curadores. 5 DESINTERESSE NO PRESENTE: 19- Clematis (Clematis Vitalba). Para aqueles indivíduos “blasé”, indiferentes, ausentes, sonolentos, nunca estão totalmente despertos, são indolentes, sonhadores, vivem “no mundo da lua”... Há sempre uma espera por “dias melhores”, e falta-lhes interesse pela vida. Quando doentes, não e esforçam para uma melhora e podem até desejar a morte. 20- Honeysuckle (Lonicera Caprifolium). A pessoa é distraída, arrependida, envelhecida, fantasiosa, saudosa, solitária, por vezes preguiçosa. Há um esquecimento do Aqui-Agora, e uma grande falta de fé que se possa ser feliz de novo. 21- Chestnut Bud (Aesculus Hippocastamun). A pessoa é atrapalhada, desajeitada, desatenta, distraída, impaciente, ingênua, insegura, superficial. Há lentidão na aprendizagem por falta de observação, repetição de padrões e um não aproveitamento das experiências vividas.
22- Mustard (Sinapis Arvensis). A pessoa é apática, atormentada, deprimida, desanimada desesperada, indiferente, inferiorizada, introvertida, pessimista, triste. Tem tudo para ser feliz, mas sem qualquer motivo aparente, entra em depressões que podem durar meses. 23- Olive (Olea Europaea). A pessoa é apática, cansada, fraca, deprimida, desanimada, esgotada, trabalhadora, pacifista, sofrida. A vida cotidiana tornou-se um fardo. Há grande exaustão física e mental (o floral age como um tônico.). 24- White Chestnut (Aesculus Hippocastamun). A pessoa é atormentada, ansiosa, confusa, conflituosa, depressiva, desinteressada, esgotada, falante negativista, insone, intranqüila, obsessiva. Sofre tortura psicológica causada por pensamentos obsessivos e desagradáveis, que não consegue evitar. 25- Wild Rose (Rosa Canina). A pessoa é apática, cansada, conformada, covarde, fraca, infeliz, tímida, pessimista, submissa, triste. Não há esforço, a pessoa renuncia à luta, acredita que tudo é culpa do “destino”.
6 DESESPERO: 26- Crab Apple (Malus Pumila). A pessoa é abatida, aborrecida, deprimida, desgostosa, detalhista ao extremo, medrosa, preocupada, rigorosa. Sofre de mania de limpeza (necessidade de purificação). Sente como se tivesse em si algo sujo, impuro, do qual quer livrar-se. 27- Elm (Ulmus Procera). A pessoa é abnegada, capaz, idealista, trabalhadora, líder, otimista; quando sobrecarregada por muitas responsabilidades, entra em pânico, e torna-se angustiada, tensa, doente. “Sensação de transbordamento”. Para dores no corpo. 28- Larch (Larix Decidua). A pessoa é angustiada, desencorajada, hesitante, indecisa, insegura, medrosa, pessimista, reprimida, tímida. Não acredita em si, antecipa o fracasso e perde excelentes oportunidades. 29- Oak (Quercus Robur). A pessoa é batalhadora, capaz, confiável, corajosa, leal, empreendedora, generosa, justa, resistente, insatisfeita. Por senso de dever, persevera na luta, não perde as esperanças, mas pode não considerar seus próprios limites, especialmente quando adoece.
30- Pine (Pinus Sylvestris). A pessoa é arrependida, cuidadosa, detalhista, esgotada, insatisfeita, preocupada, responsável, triste. Mesmo sem ter culpa, vive se recriminando, se criticando, se torna o “bode expiatório”. 31- Willow (Salix Vitellina). A pessoa é agressiva, amarga, amargurada, ciumenta, crítica, derrotista, insatisfeita, intolerante, invejosa, irritadiça, rabugenta, ressentida, vingativa, mesquinha. Acha que é a “ vítima” de tudo e de todos. Não aceita os revezes da vida, e facilmente perde o interesse. 32- Sweet Chestnut (Castanea Sativa). A pessoa é abatida, angustiada, deprimida, inconsolável, negativista, solitária, sofrida, torturada, triste. O futuro é o Caos. Quando “Nada resta fazer...”. 33- Star of Bethlehem (Ornithogalum Umbellatum). A pessoa é abatida, aterrorizada, chocada, deprimida, desesperada, traumatizada. O floral é excelente para quem se encontra em profunda angústia, em situações de perdas graves. Para quem não consegue se habituar e traz seqüelas de choques e traumas.
7 EXCESSIVA PREOCUPAÇÃO COM OUTROS: 34 - Vervain (Verbena Officinalis). Para indivíduos com senso de missionários, entusiasmados com sua “missão”, reformadores, extremistas, com princípios e ideais fixos, imutáveis, “donos da verdade”. Há um sentido catequético: querem convencer a todos. Têm força de vontade e coragem. Quando doentes, lutam onde todos teriam desistido. 35- Chicory (Chicorium Intybus). Para pessoas que se preocupam excessivamente com entes queridos, querem amar o mundo, mas não se apegam às pessoas próximas. Possessivos e egoístas, costumam cobrar o afeto, ofendem-se facilmente, são vampirizadores, carentes, sempre vêem algo de errado nos outros que podem corrigir. 36- Beech (Fagus Sylvatica). A pessoa é arrogante, autoritária, crítica ao extremo, cruel, descontente, intolerante, pedante, queixosa, solitária, vaidosa. Não consegue enxergar o Belo, a Bondade e o Bem.
37- Vine (Vitis Vinifua). A pessoa é ambiciosa ágil, arrogante, capaz, cruel, déspota, ditadora, egoísta, impiedosa, líder, maledicente, perversa, rígida, valente, violenta. Não aceita argumentação e exige obediência. 38- Rock Water. A pessoa é fanática, exagerada, orgulhosa, perfeccionista, rígida, austera, castradora, exigente, repressiva, severa, priva-se dos prazeres. É o “mártir”.
Edward Bach, criador da Terapia Floral, apregoava a autocura. Sem dúvida, qualquer pessoa que estude o repertório dos Florais de Bach, pode, escolhendo no máximo 7 essências, montar uma fórmula que "funcione" bem e equilibre algumas mazelas. Mas somente o Terapeuta profissional, por seu compromisso com a assertividade pode conduzir um tratamento adequado aos diversos dilemas e patologias que acometem às pessoas. Qualquer pessoa que estudar a lista acima pode montar uma fórmula para experimentar a terapêutica dos florais, mas só o terapeuta pode conduzir o processo psicoterápico que a Terapia Floral implica. Além disso, montar uma fórmula não é simplesmente relacionar estados emocionais e padrões mentais às essências florais, pois como se estrutura a partir de uma racionalidade vitalista, Terapia Floral é alquimia: é necessário a Temperança, a Arte de Combinar as Energias.
Mais informações, consulte um Terapeuta.
(21) 2244-2708

sexta-feira, 20 de julho de 2007

14 FLORAL PRA MULHERADA NO PAN

FALA SÉRIO!!!
O desconhecimento geral acerca do paradigma transdisciplinar e o preconceito conseqüente impedem que as pessoas de modo geral tomem contato com a terapêutica holística. Entre estas pessoas estão, é claro, os atletas olímpicos brasileiros que com grande brilhantismo e garra estão nos representando neste Pan-americano, na minha querida cidade do Rio de Janeiro. Desculpe, mas apesar de valorizar muito nossas conquistas que estão sendo ótimas, penso que algumas derrotas somente aconteceram por mínimos detalhes. Em alguns casos, esses detalhes tinham relação com estados emocionais e padrões mentais, a estrutura emocional, psicológica, dos sujeitos envolvidos. No caso particular da seleção feminina de volei que mais uma vez perde, tendo um escrete melhor, para a aguerrida seleção de Cuba, a derrota foi uma derrota psíquica. Já está óbvio que o aspecto emocional pesa muito sempre em nossas vidas, ainda mais em momentos decisivos, é aí que se separa o joio do trigo, é aí que despontam os campeões e os coadjuvantes. Só estou reclamando aqui - poderia dizer as mesmas coisas para seleção feminina de ginástica artística - por que esta recorrente derrota para as cubanas realmente poderia não ter acontecido se nossas meninas tivesse contato com as terapêuticas holísticas, especificamente a Terapia Floral. Tenho certeza que elas estariam muito mais focadas nelas e na vitória que por vários momentos se ofereceu à seleção brasileira, mas que não tivemos a espirituosidade de cravar o match point que nos garantiria o merecido ouro. Existe destino mas também o livre-arbítrio, essas forças dialogam incessantemente e em momentos como esses, vence quem acredita mais em si. É isso aí: fé é vitória. Tenho certeza, como profissional holístico de 13 anos de trabalho - nessa encarnação, é claro -, autor do primeiro trabalho acadêmico sobre o tema - minha dissertação de mestrado - que com floral a mulherada do volei e a ginática artística por equipe teriam uma medalha dourada para lembrar deste ano de 2007. Não que a prata não valeu, mas é que vocês são ouro e, como diria Nélson Rodrigues, nosso complexo de inferioridade atrapalha muito. Perdemos para nós mesmos.
minha receita geral - cada indivíduo teria, em verdade, que usar tbm uma fórmula específica - para os momentos de ganhar o ouro, de decidir a "parada":
Wild Oat
Walnut
Larch
Rock Rose
F. de Exame
Plantago
Penstemon
Garlic
Terra
Boa Sorte Brasil

13 LIMPEZA COM ANIL

O anil é muito eficiente não só para alvejar roupas como também para limpeza energética de ambientes. As residências e muitas vezes os locais de trabalho são alvos de energias intrusas e negativas que penetram nos ambientes e espalham fluídos deletérios, prejudicando assim, a harmonia, o desenvolvimento material e espiritual dos que habitam ou trabalham naquele ambiente. Na tradição afro-brasileira, a limpeza com anil é empregada tradicionalmente com o objetivo de afastar essas energias, dissipar as larvas astrais e atrair boas energias para o ambiente. É importante ressaltar que em um ambiente energeticamente saudável, as pessoas sentem-se naturalmente mais felizes, tranqüilas e protegidas. Procedimento: Preferencialmente às segundas-feiras, dilua o anil em um balde com água e após a limpeza diária de sua casa, passe um pano umidecido nessa mistura, nas portas (inclusive batentes), janelas, azulejos (é nos azulejos que os clarividentes conseguem ver a maior concentração de larvas astrais e espíritos densos), pisos, móveis, etc. Pode-se usar o anil em cubos ou líquido. Esse processo deve ser realizado de dentro para fora no ambiente, isto é, da parte mais interna para a porta de saída (social ou a principal em uso).

12 CHOKU REI

ENERGIA CÓSMICA IMEDIATAMENTE
DEUS AQUI E AGORA
CONCENTRE SUA ENERGIA AQUI

11 MÉTODO COUÉ

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO MÉTODO COUÉ(*) 1 – Toda a idéia, boa ou má, introduzida no subconsciente, tende a se tornar uma realidade na medida do possível. 2 – A intensidade de uma sugestão é proporcional à emoção que a acompanha. 3 – Não é a vontade a principal qualidade humana, mas a imaginação. Cada vez que houver conflito entre a vontade e a imaginação, a imaginação vencerá. Quando uma idéia entra no espírito, ao ponto de desencadear uma sugestão, todos os esforços que a pessoa faz para resistir a essa sugestão só servem para ativa-la. É a lei do esforço convertido. 4 - Um objetivo estando posto, o subconsciente se encarrega de encontrar meios de realizá-lo. É a lei da finalidade subconsciente. 5 – A sugestão não age se não for transformada em auto-sugestao. ________________________________ (*) EMILE COUÉ (1857 – 1926) psicoterapeuta, autor do livro: “O DOMÍNIO DE SI MESMO PELA AUTO-SUGESTÃO CONSCIENTE” Ed. Martin Claret, SP

quinta-feira, 19 de julho de 2007

10 TETRAGRAMMATON

Certa vez, fui realizar uma limpeza energética em uma apartamento em Botafogo. Todos os cômodos estavam harmônicos e energeticamente positivos, exceto na região da varanda na sala onde detectei muita energia negativa. A moradora era uma cliente, 3 dias depois - uma segunda-feira - ela foi fazer uma consulta astrológica e eu, no fim da sessão, imprimi o TETRAGRAMMATON e dei para ela colocar na varanda de sua casa, do lado de fora, no local para ar-condicionado. Na quarta-feira seguinte ela me contou muito impressionada: "Everton, quando cheguei em casa, fui colocar o símbolo conforme vc me pediu. Assim que coloquei, fui para o quarto ler. Quando deitei e abri o livro, percebi que a luz da sala piscava continuamente até que ela apagou, fui na sala e não consegui acender, pensando q a lâmpada havia queimado, troquei-a e de nada adiantou. Interfonei ao porteiro q me disse: desculpe mas não posso fazer nada, pois acabou de dar esse problema na coluna inteira no prédio e todos os apartamentos ficaram sem luz na sala e varanda". Energia é campo eletro-magnético. Havia um forte desequilíbrio neste campo na sala dela. Pela minha experiência não se tratava de falhas geodésicas - como redes Curry ou Hartmann e veios fluviais - mas de ondas nocivas provocadas por agentes externos. A aplicação deste símbolo é poderosa. Podem colocar na porta principal de sua casa, escritório ou loja. Provoca uma limpeza vigorosa da energia de um ambiente e protege contra energias intrusas e roubo. TETRAGRAMMATON é o nome de Deus escrito em 4 letras - conforme pode ser visto aqui no blog na postagem de 18 de julho -, talvez o mais poderoso de todos.

9 MEDIUNIDADE OU LOUCURA

Introdução
“O pai, João Cândido Xavier, balançava a cabeça e resmungava: - É louco. A madrinha, Rita de Cássia, reagia às alucinações do menino com golpes de vara de marmelo. Entre uma surra e outra, enterrava garfos na barriga do afilhado e berrava: - Este moleque tem o diabo no corpo (...).”1
Esta passagem refere-se à infância de Chico Xavier, o mais importante médium brasileiro, e traduz a principal acusação pela qual os médiuns foram e ainda são percebidos no senso comum – influenciado por outras doutrinas religiosas, especialmente o catolicismo e as seitas cristãs evangélicas, mas também presentes no protestantismo em geral: o estigma da loucura como obra do demônio. A concepção cientifica estruturada principalmente por médicos, psiquiatras, cientistas sociais e juristas ao longo de, pelo menos, 50 anos – de 1890 a 1940 – (Giumbelli, E.; 1994), não corroborou o diabo mas manteve o veredicto: a prática mediúnica conduz à loucura e à prática de crimes, aqui, não como obra de uma entidade maléfica, mas fruto da ingênua credulidade e/ou sugestibilidade do neófito e do alienismo crescente do adepto já iniciado. O fenômeno mediúnico continuou até a metade deste século, demonizado, seja na concepção científica, seja na concepção da religião oficial brasileira. Não obstante, se atualmente no campo religioso os principais acusadores das religiões mediúnicas2 - os praticantes das religiões evangélicas – advoguem ainda uma “loucura espírita” como produto de uma possessão demoníaca, no campo científico, após este período inicial de institucionalização e legitimação dos saberes ‘psi’ – e, mesmo, da própria Ciência Positiva como um todo – quando o espiritismo era considerado triplamente perigoso – como fator de alienação mental, como desagregador da saúde da população e como propiciador de crimes (Giumbelli, E. 1994) – as religiões mediúnicas são alvo de novas interpretações que relativizam as impressões iniciais produzidas no contexto do “higienismo” no Brasil. Diversos trabalhos3 apresentam os sistemas de representações das religiões mediúnicas como uma outra teoria para se interpretar as perturbações psíquicas. Partiremos neste trabalho desta tese: a Umbanda produz uma interpretação da loucura. Loucura na doutrina espírita-umbandista é fruto de obsessão – que em seu grau mais avançado caracteriza-se pela possessão da vítima por espíritos ou outras entidades maléficas. Investigaremos especificamente a trajetória de Circe, uma médium de um Centro de Umbanda da cidade do Rio de Janeiro que foi paciente psiquiátrica, tendo passado por diversas internações no período de 1979 a 1996. Sua biografia nos proporcionará a oportunidade de analisar se o desenvolvimento da mediunidade representa e conduz um processo psicoterápico para os adeptos desta religião. Neste artigo, defendemos que tal processo, ao oferecer um sentido, uma possibilidade de ordenação aos processos psíquicos individuais, se realiza como um trabalho de construção de identidade – ou de recuperação e reconstrução, no caso de uma identidade deteriorada – que se inscreve no processo de tornar-se médium. Portanto, como um legítimo trabalho da Cultura.
O Conceito de Obsessão
Podemos definir nosso Centro de Umbanda-Espírita, universo desta pesquisa, como um ‘pronto-socorro’ espiritual e uma escola de mediunidade, onde as pessoas recorrem tanto para o tratamento de desobsessão quanto para realizar seu desenvolvimento mediúnico. Sua concepção acerca do processo de Obsessão pode ser vista como se segue: “(...) Para o tratamento da obsessão, cabe-nos conhecer que, nas disfunções ou anormalidades da alma em geral, podemos identificar uma ou mais entre quatro causas fundamentais: 1- Causas Neurológicas – anormalidades por deficiência ou adoecimento do cérebro, ocasionados por fatores externos ou internos ao organismo; 2- Perturbações Transitórias – provenientes da influência desequilibrada de espírito em estado de perturbação ou de espíritos levianos; 3- Autopertubação – oriunda da própria criatura que alimenta insatisfação intima com sua própria vida ou destino, o que cria e sustentam anseios desequilibrados, ambições desmedidas; 4- Obsessão – desajuste caracterizado por anormalidade de comportamento ou de funcionamento irregular do organismo em geral ou de suas partes, em decorrência do domínio exercido no encarnado por espíritos vingativos. (...) Ao falarmos nestes quatro quadros de obsessão, estamos só levantando a ponta de um problema que pode ser de grandes proporções, como a loucura. A terapia para a cura da obsessão implica na modificação paulatina dos hábitos morais, espirituais e comportamento do obsidiado e os trabalhos doutrinários de um grupo espírita componente encaminhando espíritos encarnados e desencarnados para reequilíbrio com a Lei do Amor, que é sempre a Lei de Deus. Há doenças físicas e obsessões e um diagnóstico certo naturalmente facilitará a cura” (Trecho extraído do Informativo da Casa, abril de 1996). Este trecho expõe de modo essencial a concepção deste Centro Umbandista acerca das perturbações mentais: Cabe ressaltar que, embora se fale em autopertubação, um estado mais patológico, como no caso, se aproveita do estado mental qualquer, é sempre causado por um obsessor, que, neste caso, se aproveita do estado mental e emocional do indivíduo. A origem da obsessão confunde-se com a própria condição da mediunidade. Segundo a doutrina espírita-umbandista, o planeta Terra é um lugar do espaço onde os espíritos sofrem provações. A grande maioria dos seres que habitam o planeta são seres inferiores em termos espirituais e morais. Uma enorme quantidade de espíritos desencarnados circunda a atmosfera do planeta e se agarra às suas experiências na Terra, tentando de todo o modo, voltar a sentir os prazeres do mundo e/ou se vingar de seus desafetos. Como os que estão encarnados, em sua maioria, não se dedica às coisas espirituais, se sintonizam facilmente com as baixas vibrações daqueles desencarnados que buscam sugar as energias dos indivíduos fracos que com os quais se conectam. Assim, a obsessão é mesmo um fenômeno corriqueiro e que explica qualquer desequilíbrio mental ou emocional de um indivíduo. Entretanto, a mesma faculdade que permite a sintonia com um espírito obsessor é a condição do fenômeno mediúnico: a comunicação entre homens e espíritos. Daí a premissa básica da Umbanda e do Espiritismo que considera todos com possibilidades de ser um médium. Portanto, a única maneira definitiva de se livrar da obsessão é através do desenvolvimento da mediunidade, que possibilitará a elevação da condição vibratória da pessoa, facultando ao médium a comunicação com espíritos de maior evolução (seus guias), protegendo-o dos espíritos obsessores. Deste modo, a grande terapia promovida é a terapia mediúnica, é o desenvolvimento da mediunidade. Nossa proposta agora é investigar como a mediunidade cumpre este papel ‘psicoterápico’ nos médiuns que freqüentam o Centro, especialmente a partir da trajetória de vida de Circe, uma de suas médiuns.
Circe, cena 1: paciente psiquiátrica
O histórico de Circe como paciente psiquiátrica começa no ano anterior à primeira internação, 1979, quando, a partir do dia 03 de julho de 1979, começa a freqüentar ambulatórios psiquiátricos semanalmente, até o início do ano seguinte. Sua condição de espírita só aparece em sua 18ª. visita ao ambulatório (24/10/1979) quando o médico questiona o fato de a paciente “responsabilizar-se por tudo o que ocorre na família” ao que Circe responde: “no espiritismo disseram que eu era responsável pelo papai”. Na visita seguinte o pai é chamado e Circe aparece com novo quadro de crise. Este roteiro permanece no ano seguinte até sua primeira internação. Os motivos místicos de seu quadro são confirmados no processo psicoterápico que passa, então, a se submeter periodicamente até meados do ano seguinte (1981). Entretanto, em março de 1982, novo surto psicótico provoca a terceira internação de sua vida em uma instituição psiquiátrica. Após 23 dias de internação recomeça o tratamento psicoterápico por todo o primeiro semestre do ano de 1982, quando abandona o tratamento ambulatorial e o uso da medicação o que leva a um novo estado de crise psíquica e consequentemente a sua 4ª. internação, em maio de 1983. Esta internação porém, altera o rumo posterior dos acontecimentos na vida de Circe, uma vez que, após vários neurolépticos, passa a fazer uso do carbonato de lítio, o que reduz a recorrência de suas internações. Circe parece ter superado seu momento mais difícil com a ajuda deste medicamento. Passa a receber tratamento ambulatorial mensalmente até o mês anterior a sua próxima crise, em agosto de 1987. Após um ano, depois de suspender por conta própria a medicação, uma nova crise desencadeia sua 6ª internação. Não obstante, nova crise a leva a sua última internação, em janeiro de 1996.
Circe, cena 2: Médium
Circe é uma mulher alta e corpulenta – parece que a Natureza exagerou em suas proporções -, fala alto e gesticulando muito com todo mundo. Esta descrição está presente em todas as “Folhas de Internação” de seu prontuário. É seu comportamento ‘normal’. Em uma das primeiras conversas que tive com Circe, em meados de 1997, ela me conta uma interessante passagem de sua história de vida: “Há uns dez anos, fui a um terreiro onde me disseram que eu era filha de Xangô e de Iemanjá. Por isso que sou assim... grande, birrenta e ao mesmo tempo, emotiva”. No Panteão afro-brasileiro, Iemanjá, é a Deusa do mar, talvez seja o Orixá mais festejado do Brasil, e Xangô, é o Deus da Justiça e dos trovões. Esta combinação forja uma personalidade ambígua, de um lado o indivíduo se investe da força e da imperatividade de Xangô, de outro lado, de uma certa melancolia e compassividade da mãe Iemanjá. Este é o caso de Circe e está é uma tradução possível de ‘psicose-maníaco-depressiva’ para a concepção afro-brasileira. A trajetória de Circe como médium é ressaltada em seu processo espiritual no Centro que passa a freqüentar. Naquele contexto, todas as suas crises e internações, todas as alterações psíquicas que sofreu, são reinterpretadas como um caso de mediunidade não trabalhada. Circe conheceu e ‘rodou’ muitos centros e ‘casas de santo’ no Rio de Janeiro, desde sua adolescência até o começo dos anos 90. Passa a perceber que ‘batia cabeça’ por que ia a locais onde se praticava um ‘baixo espiritismo’ e só aprendia que ‘santo’ precisava de ‘trabalho’. “Não fazia um estudo sério da mediunidade. (...) O que está por trás de meus problemas(...) como funcionava...”. A sua não integração aos outros locais e centros de mediunidade sempre lhe passava a impressão de que não se sentia ‘madura’ para o compromisso espiritual. Todavia, quando torna-se médium na nova Casa, reinterpreta sua imaturidade: “eu não tinha ido ao lugar certo”. Sua história neste Centro começa quando já estava “desgostosa com religiões”, em 1992. “Estava cansada dessa estória de santo. (...) Não conseguia mudar nada em minha vida (...) nada respondia minhas questões (...). Estava até achando que todo meu problema, minhas crises, minha família, eu mesma, era problema de religião...”. Depois de negar alguns convites, resolve ir pois “estava precisando de uns passes”. Nesta oportunidade (1993) recebe uma ficha para realizar o tratamento de desobsessão e outra para ingressar no curso de desenvolvimento da mediunidade. Após realizar o tratamento e passar por algumas crises durante o processo, sente-se “mais preparada para barra que é se desenvolver espiritualmente... precisa ter muito equilíbrio”. Algum tempo depois, começa a fazer o curso teórico – com duração de 1 ano, que prepara os neófitos com palestras sobre temas espirituais ligados à Umbanda. No ano seguinte, ingressa no curso prático, realizado já no terreiro, onde o ‘quase’ médium é instruído e treinado sobre os aspectos práticos da mediunidade – incorporação, passes, doutrinação, psicografia, curas espirituais, etc. Circe torna-se médium na Casa e após todo o processo descrito acima é designada ‘pela espiritualidade’ como médium passista10 e, ainda, para trabalhar na desobsessão e na cura infantil. Circe está há três anos realizando estes trabalhos. Ao longo deste processo de tornar-se médium, de reinterpretar sua biografia, Circe passa a diminuir a dosagem da medicação, a princípio, sob supervisão ambulatorial, que freqüentou até maio de 1996; depois passou a conduzir esta diminuição na dosagem da medicação, mas criou um procedimento próprio para gerir sua ingestão: “eu agora estou mais madura, me conheço mais e me amo mais (...) já percebo melhor minhas alterações (...) sou filha de Xangô e estou numa casa de Xangô, o senhor da Justiça. Eu sofri, mas tudo que passei para chegar aqui, valeu, foi justo. Era carma”.
Conclusão
Somente em uma sociedade complexa como a brasileira podemos ver este tipo de metamorfose11 na trajetória de vida individual. Podemos perceber claramente a convivência de duas noções de pessoa totalmente distintas entre si no mesmo espaço sociocultural. No entanto, ambas admitem para seus sujeitos um relativa ‘despossessão de si”. Na concepção de mundo constituída a partir dos saberes ‘psi’, para aceder a si, o sujeito deve buscar sua singularidade com o auxílio de um ‘outro’ – o psicoterapeuta – para balizar seu processo de self-cultivation, processo de ‘construção do sujeito’. Na concepção espírita-umbandista, o despertar da autoconsciência, do mesmo modo, somente se realiza a partir de uma entrega a um ‘outro’. No entanto, não se trata necessariamente de um indivíduo – embora a mãe-de-santo freqüentemente exerça este papel -, não, o indivíduo deve buscar a si12 com o respaldo do plano espiritual – através de seus guias pessoais – na construção de seu processo enquanto médium. Em ambos os casos, o autoconhecimento implica na presença iluminadora de um ‘outro’ – seja um psicoterapeuta ou um guia espiritual – pois a sombra ameaçadora da insanidade, do caos, é sempre uma possibilidade, seja ela interpretada exclusivamente como processo psicopatológico ou como um processo obsessivo. Dentro da concepção umbandista, o processo de tornar-se médium depura as relações do indivíduo com o plano espiritual. Enfatizamos que para as religiões mediúnicas, todos os indivíduos são mediuns13, isto é, possuem a faculdade de se comunicar com outras dimensões de vida – os mundos espirituais – e seus habitantes – os Espíritos. O indivíduo obsidiado é aquele cujo intercâmbio com tais planos ocorre de forma patológica, equivocada ou mistificada, com ou sem o consentimento do próprio indivíduo. A medida que este torna-se médium, ele compreende os mecanismos da mediunidade e menos chance dá aos engodos espirituais – causa de todo psíquico para o espírita-umbandista. Portanto, nesta visão de mundo, psíquico=espiritual, isto é, o universo psíquico individual é o mesmo lócus onde se desenvolve a busca e o contato espiritual. Temos uma reinterpretarão moderna da concepção platônica que considera a psiche como sendo a Alma do homem. O que um antropólogo pode dizer da trajetória de Circe? Ressalvando aqui que não se trata de valorar um ou outro processo – o psiquiátrico ou o espiritual – podemos dizer que há algo que diz respeito a Antropologia nesta história de vida: O trabalho da Cultura. É o trabalho da Cultura que produz uma concepção de mundo e indivíduo como ‘despossuído de si’ e que interpreta a descontextualizarão e desorganização de sua conduta como uma questão psicopatológica, e, assim, medicaliza como achar mais adequado, interna em hospícios quando considerar necessário e tipifica como louco, doente mental, psicótico, PMD, esquizofrênico, neurótico, etc. de acordo com seu esquema classificatório. No Brasil, não precisamos ir à Índia, ou a uma sociedade tradicional ou ‘holista’ para vermos a relatividade de tal concepção, basta irmos a um terreiro e pode ser o terreiro da esquina. Sem dúvida observaremos um mundo diferente. Um mundo diferente que produz – também como fruto do trabalho da Cultura – concepção de mundo e indivíduo que interpreta as vicissitudes psíquicas e sociais dentro do contexto do transcendente, totalizador, englobalizante: a dimensão espiritual. Também se prescreve um tratamento que, realizado sob a supervisão dos guias espirituais, lança mão de uma série de terapias energéticas: passes, operações espíritas, cromoterapia, cristais, homeopatia, etc., e diagnostica/classifica a todos do mesmo modo (temos, portanto, um ideal igualitário): és um médium. Finalizo apontando uma importante diferença nos processos psiquiátrico e umbandista que diz respeito diretamente à Antropologia. Qual é a identidade construída em relação ao indivíduo que se submete a um desses processos? Alguns indivíduos – ou suas famílias – irão preferir a condução de suas questões íntimas, de sua interioridade, dentro do contexto médico-psiquiátrico e psicoterapêutico científico. De outro modo, outros se sentem mais orientados resolvendo suas demandas dentro de uma perspectiva espiritual, entendendo seu sofrimento como provação, carma, ou sinal de espiritualidade/mediunidade. A Antropologia, relativizando os contextos socioculturais, ao indivíduo apresenta o vasto campo de possibilidades onde se inserem as opções de terapêuticas que ele pode escolher para o ‘cuidado d si’. À sociedade, a Antropologia esclarece a grandeza de sua diversidade, apresentando os vários caminhos para o autoconhecimento que o ser humano produz para dar conta de si e da própria relatividade. Embora vejamos na trajetória de Circe que suas internações foram pontuadas por aspectos místicos, estes elementos permaneceram desconexos, como papéis soltos do script de um personagem esquecido, fracassado, pois os olhares aos quais se submeteu não estavam focalizados senão para percebê-la como PMD do tipo maníaca. Ao ver sua biografia ser reinterpretada e reconstruída, ver a possibilidade de trabalhar não só em seu benefício próprio, mas também para beneficiar outras pessoas – em seu prontuário é recorrente a sua vontade de tornar-se enfermeira -, ver que pode e deve ter projetos, Circe passa a ter um contexto onde pode retrabalhar sua identidade: ao tornar-se médium, ganhou um grupo social. Por outro lado, é certo que o tratamento medicamentoso ‘surtiu o efeito desejado’, trazendo benefícios para Circe, mas isto é insuficiente para a construção de uma nova identidade que permita ao indivíduo nesta situação uma reinserção social. É necessário que se ofereça um contexto a biografia individual. A psicoterapia se propõe a cumprir esta missão. Mas existem diversos tratamentos psicoterápicos, cada um com seus ‘sucessos e fracassos’, e, bem sabemos as dificuldades que as psicoterapias tradicionais encontram quando lidam com o ‘nervoso’ das camadas populares. Atualmente temos um outro contexto de dificuldades para essas práticas ‘psi’: o contexto da Nova Era, que, 30 anos após a contracultura, surge no ideário das camadas médias urbanas oferecendo todo o tipo de miscigenação entre Ciência e Religião – muitas em franca promiscuidade com os saberes ‘psi’: foto Kirlian, Florais, Terapias de Vidas Passadas, Hipnoterapia, Bioenergética, Iridologia, Psicotranse, etc. O recurso a outros métodos terapêuticos está deixando de ser um problema de ‘alienismo’ ou ‘falta de informação’ e passando a ser uma questão de mercado. Por tudo isso, não é raro que as pessoas busquem na Religião o sentido que oriente tanto o modo de ver a realidade quanto o comportamento adequado ao indivíduo nos distintos contextos sociais em que ele interaja. Mesmo que não haja evidência científica (no sentido positivista) que a mediunidade tenha um efeito desestabilizador e/ou controlador sobre os fenômenos psíquicos individuais, ela oferece uma outra opção de entendimento da enfermidade mental, que permite em alguns casos – o suficiente, porém, para legitimá-la enquanto terapêutica – uma reconstrução da coerência biográfica. BIBLIOGRAFIA 1) Científica: Brown, D.; 1986. Umbanda: Religion and Politics in Urban Brazil; Michigan; UMI Research Press. Cardoso de Oliveira, R. 1976. Identidade, Etnia e Estrutura Social; Sao Paulo; Pioneira. Cardoso Jr., E. 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Metamorfose, então, refere-se às mudanças no estado de consciência individual através do trânsito deste indivíduo pelos diversos mundos da sociedade. 12 Na Casa analisada esta ‘busca de si’ baseada na entrega do ‘eu’ (ego) a um ‘outro’ é denominada ‘processo de desenvolvimento (ou despertar) do Cristo interior, ou da Consciência Cristica’. 13 Embora se explique que apenas alguns têm um compromisso mais sério com a prática mediúnica, seja por carma, seja por maior consciência, a mediunidade é considerada como uma faculdade intrinsecamente humana, como por exemplo, a fala.